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Carta Aberta aos Servidores Públicos

Por: Comunicação SINDSEMP-GO · 07 de outubro de 2026

O primeiro turno das eleições de 2026 passou. Agora, diante do segundo turno para a Presidência da República, o momento exige dos servidores públicos, trabalhadores e de toda a sociedade atenção, responsabilidade e reflexão.

Mais do que nomes, partidos, slogans ou disputas ideológicas, precisamos analisar o que cada projeto apresentado ao país representa concretamente para o futuro do Serviço Público, dos direitos dos trabalhadores e das políticas sociais.

Para nós, servidores públicos, essa reflexão é especialmente importante. Decisões tomadas nos próximos anos poderão repercutir diretamente sobre carreiras, estabilidade, concursos públicos, remuneração, previdência, condições de trabalho e sobre a própria estrutura do Estado brasileiro.

Por isso, qualquer proposta de Reforma Administrativa precisa ser acompanhada com atenção. Mudanças que envolvam estabilidade, redução de direitos, fragilização das carreiras, ampliação indiscriminada da terceirização ou precarização dos vínculos no setor público não atingem apenas os servidores. Seus efeitos podem alcançar diretamente a qualidade e a continuidade dos serviços prestados à população.

Da mesma forma, é indispensável observar as propostas relacionadas aos direitos trabalhistas e sociais. Garantias construídas ao longo de décadas não podem ser tratadas como obstáculos ao desenvolvimento. Modernizar o Estado e buscar eficiência são objetivos legítimos, mas qualquer mudança deve preservar direitos, profissionalização, segurança jurídica e qualidade dos serviços públicos.

Também precisamos estar atentos ao financiamento das políticas públicas. Saúde, educação, segurança, Justiça, assistência social, fiscalização e tantas outras áreas essenciais dependem de planejamento, investimentos e de servidores valorizados e preparados.

O Serviço Público não é apenas um número no orçamento. Por trás de cada escola, hospital, unidade de segurança, órgão de Justiça, serviço de fiscalização ou política de assistência existem profissionais que diariamente fazem o Estado chegar até o cidadão.

Por isso, o debate deste segundo turno deve ir além da tradicional divisão entre esquerda e direita. O que está em discussão também é qual modelo de Estado queremos para os próximos anos e qual espaço será reservado ao Serviço Público nesse projeto.

É fundamental conhecer os programas, acompanhar os compromissos assumidos e observar, especialmente, as propostas relacionadas à valorização dos servidores, à estabilidade, aos concursos públicos, às carreiras, à Reforma Administrativa, à terceirização, aos direitos trabalhistas e sociais e aos investimentos nos serviços essenciais.

Cada servidor deve fazer sua própria análise, formar sua convicção e exercer livremente o seu voto. Mas essa decisão deve ser consciente e informada, considerando também aquilo que está em jogo para o futuro das instituições públicas e dos milhões de brasileiros que dependem diariamente delas.

O futuro do Serviço Público também está em debate.

Este é o momento de permanecermos atentos, informados e unidos na defesa de instituições públicas fortes, de serviços públicos de qualidade e da valorização daqueles que fazem o Estado funcionar todos os dias.

Valorizar o servidor é fortalecer o Serviço Público.
Fortalecer o Serviço Público é fortalecer o Estado.
E fortalecer o Estado é garantir que ele continue servindo à sociedade.

 

Conselho Deliberativo do Sindicato dos Servidores Públicos de Goiás

Goiânia - Goiás