JANEIRO BRANCO: MÊS DE INTENSIFICAR OS TEMAS DA SAÚDE MENTAL

05 de Janeiro de 2022, 17h07

Janeiro Branco - Sds (600 X 400 Px)

O Janeiro Branco é dedicado a colocar os temas da “Saúde Mental” em evidência na sociedade, chamando a atenção dos indivíduos, das autoridades e das instituições sociais para tudo o que diz respeito aos universos mentais, comportamentais e subjetivos dos seres humanos.
Criada em 2014, em janeiro de 2022 a Campanha Janeiro Branco chega à sua 9a edição e faz um alerta à humanidade: em tempos de prolongada pandemia, de crises sanitárias, sociais, políticas, ecológicas e econômicas em escala global, o mundo pede Saúde Mental.
Estudos recentes (e produzidos por diferentes tipos de instituições sociais em vários países do mundo) chamam a atenção para o importante desafio que a humanidade não pode mais desprezar: é urgente a criação de uma cultura da Saúde Mental em meio a todas as relações das quais os seres humanos participam.

Com a pandemia do COVID-19, antigas necessidades da Saúde Mental viraram ‘emergências públicas’

Estudos e pesquisas sobre os efeitos colaterais da pandemia da COVID-19 multiplicam-se em toda parte do mundo e suas conclusões revelam um dos mais importantes desafios para a atual humanidade: cidadãos comuns, autoridades e instituições sociais devem desenvolver estratégias públicas e privadas para proteger, fortalecer e promover a Saúde Mental das pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia interrompeu serviços essenciais de Saúde Mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por esses mesmos serviços. 

No Brasil, de acordo com uma pesquisa do Instituto FSB, 62% das brasileiras e 43% dos brasileiros afirmaram que a saúde emocional ‘piorou’ ou ‘piorou muito’ durante a pandemia. Outro estudo, desenvolvido pelo Instituto Ipsos e encomendado pelo Fórum Econômico Mundial, concluiu que 53% dos brasileiros achavam que sua Saúde Mental “tinha piorado bastante no último ano”. Em um recente estudo realizado pela FIOCRUZ e outras seis universidades nacionais, enquanto 40% da população brasileira apresentavam sentimentos frequentes de tristeza e de depressão, outros 50% da mesma população apresentavam frequentes sentimentos de ansiedade e de nervosismo. Em relação às faixas etárias iniciais da vida, uma pesquisa conduzida pelo UNICEF/Gallup mostrou que 22% dos adolescentes e jovens brasileiros de 15 a 24 anos se sentem deprimidos ou têm pouco interesse em ‘fazer coisas’.

2022 e Saúde Mental: novos desafios 

De acordo com Leonardo Abrahão (psicólogo, palestrante e escritor criador do Janeiro Branco), “2020 e 2021 acrescentaram novos desafios às antigas demandas da Saúde Mental, mas, também, destacaram, sobremaneira, a sua importância para a humanidade”.
Ainda, de acordo com o psicólogo, “a boa notícia é que Saúde Mental tem jeito sim desde que as pessoas, as instituições e as autoridades saibam o que fazer — e façam o que tem que ser feito!”.

Dessa forma, continua Abrahão, “em sua 9ª edição, o Janeiro Branco continuará avançando em sua declarada missão de orientar as pessoas, as instituições sociais, as mídias e as autoridades públicas em relação a tudo o que pode e deve ser colocado em prática frente à inegável verdade de que “o mundo pede Saúde Mental!”.

Nesse sentido, e em consonância com os conhecimentos que a Campanha Janeiro Branco coloca em maciça circulação de janeiro a janeiro de cada ano, conheça, a seguir, uma lista de atitudes e de condições diretamente relacionadas a vidas com mais Saúde Mental — e, para mais informações, visite as redes sociais da Campanha: janeirobranco.com.br e @janeirobranco.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Marielly Dias com informações site Janeiro Branco